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Um dia faço um blog

Eu espero.

Então eu espero.

Espero pela paz que prometeram não tardar. Espero pelo caminho que disseram ser agora mais claro e fácil. 

Espero que não me encontrem. Não agora. Não assim. 

Espero conseguir guardar as palavras para mim. Por uma vez. 

Guardo o coração no bolso e sigo. 

Elogiam-me a força e a coragem. 

Sorrio e agradeço. 

Continuo a esperar que não me encontrem.

Recuso, educadamente, a pressa que todos parecem ter em mostrar-me novos caminhos. Finjo que os sigo. Espero que não percebam que volto constantemente ao sítio onde comecei.

Peço que não se aproximem. Que me deixem estar. Eu não tenho pressa.

Talvez me assuste a possibilidade de voltar a sentir-me em paz.

Talvez me assustem as pessoas que insistem em ficar. Porque é que ficam? Não se aproximem.

Irrita-me a maneira como me tentam decifrar. 

Eu não quero que me oiçam porque não sabem escutar sem julgar.

Não quero que me vejam frágil porque rapidamente se desacreditam da minha força.

Não quero que me tentem amar para além do amor porque vão encontrar um coração dividido e incapaz.

Eu voltarei sempre ao ponto de partida quantas vezes forem possíveis. Talvez porque lá me ouvem sem me julgar. Talvez porque é a única maneira que tenho de me mostrar frágil sem comprometer a minha força. Talvez porque o meu coração continue lá. Talvez seja um caminho que me rouba a paz mas que me dá conforto. Talvez seja o único caminho onde me foi permitido seguir os meus próprios passos. Talvez porque continuo sem pressa. 

Deixem-me esperar.

Novamente sem filtros - 3 anos depois.

Caríssimos,

 

E se eu tivesse que refazer o meu primeiro post, quase três anos depois?

 

Primeiro ponto: continuo jovem, já não sou universitária.

Segundo ponto: estou ligeiramente incrédula comigo mesma por estar a escrever aqui, tanto tempo depois.

A sério que os blogues ainda existem?

Continuo a não ter paciência para me maquilhar todos os dias.

A minha vida continua a ser o resultado da minha personalidade trapalhona.  

Continuo lamechas.

Voltei a acreditar no amor. E a desacreditar. It's a trap! Já não me rio mais disso. A sério. Não tem assim tanta piada.

O meu dia favorito continua a ser a segunda-feira.

Continuo a andar descalça sempre que posso.

O meu refúgio continua a ser a escrita.

Deixei de dizer que não me arrependo de nada.

O café continua a saber-me tão bem como um abraço.

Continuo sem conhecer a pessoa a quem confiarei o maior segredo da minha vida. Continuo a ter a certeza que essa pessoa vai aparecer.

Continuo a ser uma pessoa indecisa. Cada vez mais.

Estou cada vez menos certa daquilo que quero mas com cada vez mais certezas da mulher em que me tornei. 

E não é que finalmente consegui livrar-me dos transportes públicos?

O meu prato favorito mudou!

Perdi amizades. Arrependo-me. 

Continuo a não gostar de cozinhar.

Deixei de ter problemas com os vizinhos. Mudei de casa. Duas vezes.

Continuo a amar olhos pretos.

Deixei de gastar tanto dinheiro na zara.

Continuo a não querer casar.

Chorei pela primeira vez a ver um filme. Foi há uma semana. Apercebi-me que é o filme da minha vida.

Mantém-se a minha inércia nos fins de semana.

Mantém-se igualmente a minha fraca capacidade de passar mais do que o estritamente necessário dentro de um centro comercial.

Continuo a julgar as pessoas pelos erros ortográficos que dão. É mais forte do que eu.

Deixei de ler blogues, shame on me.

 

No fundo, continuo tudo mais ou menos igual...Não é mesmo?

 

Loucos os que sentem.

E por isso eles fogem. Tolos. Fogem como se a sua vida dependesse disso. Fogem pelo medo de sentir. Ou talvez não seja medo. Talvez seja outra coisa qualquer que me recuso a querer saber. Talvez seja a ânsia de querer mais. Mais gente, companhia talvez, como eles, pobres de emoções, escravos do fingimento; mais vida, pensam eles. Talvez porque sentir lhes roube tempo. Idiotas.

Vivem inconscientemente aterrorizados com a ideia de sentir e por isso fogem. Na viagem, vão conhecendo mais deles, vazios, coitados, tão vazios que quase acredito que lhes falte a alma. Rasos de emoções e peritos na fuga. 

Penso que no final do dia, quando são apenas eles, eles e os seus pensamentos, julgo que continuam a  fugir. Fogem de pensar. Pensar muito é para parvos. E isso é que eles não são.

A dada altura creio que acabem por se cansar. Da corrida. Ou da companhia. A dada altura talvez se apercebam de quem são. Penso que no final da fuga, acabam por se aperceber que apenas fugiram deles mesmos. Depois, a corrida será para se tentarem encontrar. E depois, provavelmente, tentarão sentir. Mas não conseguem. Não conseguem porque estão desgastados daquilo que tanto se esforçaram para tentar ser.

Não sei o que farão depois. Talvez continuem a correr contra si mesmos, contra o tempo, contra a vontade quase incontrolável de sentir o que quer que seja. E correm, fogem que nem loucos, tentam ganhar mais. Ganham-se uns aos outros. Inocentes e burros. Ganham-se nas viagens que fazem contra eles próprios e com os iguais a eles. 

Na meta talvez se apercebam do que perderam. Sim, certamente que no final o impacto seja suficientemente forte ao ponto de se arrependerem de não terem sido eles, não terem sido de ninguém, no fundo, não terem sido nada.

NÃO DESCULPAMOS OS TRANSTORNOS CAUSADOS PELAS PERTURBAÇÕES NAS LINHAS!!

Desculpem o capks lock do título. Primeiro foi porque tinha que vos chamar atenção. Já não vinha ao  blog há bastante tempo e era a única maneira de vos captar o olhar para aqui. Golpe baixo, eu sei. O segundo motivo é porque estou realmente nervosa e chateada. 

Se tivesse um milhão de euros, juro-vos que era menina para o dar a quem tiver o coração suficientemente doce, a mente completamente aberta e uma pachorra infindável ao ponto de aceitar os 35920121 pedidos de desculpa diários dos senhores do metro de Lisboa pelas milhares de perturbações diárias nas linhas. 

Não, meus grandessíssimos e respeitáveis senhores, eu não desculpo as constantes perturbações em todas as linhas, todos os dias.

Já agora, e por falar nesse flagelo, o que querem dizer com perturbações? Sei lá, já que somos todos tão íntimos - literalmente -, e tendo em conta que diariamente toda e qualquer parte do meu corpo é tocada (e esmagada, digamos), por toda e qualquer pessoa, acho que já temos confiança suficiente para saber, com detalhes, afinal de que se tratam essas perturbações. 

Eu já nem falo de não adorar o facto de ter que viver com o excesso de partilha corporal que todos os dias me vejo obrigada a ter. Lá calha uma cotovelada na mama esquerda, um entalão no pé direito, um quase tocar de bocas, ao ponto de sentirmos quase o hálito de cada um. Vou até fingir que me esqueço de falar do quanto é motivante começar o dia com o sovaco de alguém literalmente a bater-nos no nariz (falo por mim, que altura não abona a meu favor).

Mas há uma coisa que tem que ser falada. As pessoas tornaram-se realmente ainda mais filhas da puta. E a culpa é vossa. A sério.

Um relato rápido e ilustrativo sobre HOJE: Metro atrasado, as usual. Pessoas chateadas, com cara cerrada e de poucos amigos. Poderia jurar que era terça-feira e estava cercada de sportinguistas. O tempo de espera aumenta. As pessoas começam a bufar. O ajuntamento de seres humanos por metro quadrado começa a tornar-se surpreendente. Volta e meia lá se ouve um foda-se esta merda, vou a pé. Entretanto o metro chega e quase que achei que estaria perante bichos se não fossem 9h da manhã e não estivesse eu na Baixa-Chiado. Empurrões, uma asneira aqui e outra acolá. Um salve-se quem puder pelos últimos 2 centímetros da última carruagem que já estava à pinha. As pessoas que queriam sair, coitadas, não tiveram hipótese, tal era a fúria de quem queria entrar. Que importa se eram velhos, crianças ou pessoas com problemas de mobilidade? Ia tudo à frente, literalmente, e foi tudo esmagado, qual sardinha enlatada. 

Perante isto, como continuar a aceitar as vossas desculpas? Talvez ponderássemos se houvesse algum comunicado, algo como: "Desculpem lá isto, minhas bestas quadradas que não sabem viver em sociedade. Como pedido de desculpa, daquele honesto que vem do fundinho do coração, vamos devolver-vos o balúrdio de dinheiro que estão a pagar para usufruir do nosso serviço de merda."

Mas não. Continua tudo na mesma. Nem o serviço melhora, nem o valor do passe mensal desce. Pelo menos satisfaçam-nos esta curiosidade e expliquem-nos, COM DETALHES, o que querem afinal dizer com perturbações na linha. Já merecíamos. 

 

Voltemos à escrita.

É possível que o nosso olhar não se cruze mais.
Talvez esqueças a minha maneira de falar. Talvez esqueças a cor dos meus olhos e até não te recordes mais das músicas que ouvíamos juntos.
Podemos conhecer alguém. Alguém melhor, pensaremos nós, alguém diferente. Certamente que sim.
Podemos seguir o nosso caminho. Cada um o seu.
Poderei até acabar por me esquecer da tua gargalhada espontânea e do teu jeito engraçado de falar quando acordas.E tu, com certeza que poderás não te lembrar mais do meu cheiro nem da minha forma desajeitada de ser.
Talvez, quem sabe, acabe por deixar de ver o quanto são fascinantes os teus defeitos.
Tentaremos, provavelmente, esquecer a voz um do outro e dos sítios em que estivemos juntos.
Tentaremos, caso a vida siga rumos diferentes, apagar as confissões que um dia trocamos. Tentaremos ainda esquecer que um dia julgamos que poderia ser, eventualmente, para sempre.
Podemos esquecer-nos dos passeios fora de horas, e dos beijos dados na hora certa.
Quereremos esquecer-nos das vezes em que a despedida foi dolorosa.
No entanto, e mesmo que a memória nos falhe, ficará a certeza que um dia fomos felizes.
Se todos os detalhes forem esquecidos, ficará a certeza de que a felicidade passou por nós um dia. Mesmo que não nos lembremos como.
Escrevo isto para que não te esqueças. E talvez para que eu nunca me esqueça também. Mas é possível que aconteça.
Depois da nossa vida deixar de ser nossa, eu espero que não apagues a parte mais importante daquilo que vivemos. Espero que, mesmo que esqueças toda a nossa história, recordes o quanto foste feliz. Não precisas de te lembrar de mais nada.
Assim, e apesar de não ter sido para sempre, teremos a certeza que a memória nunca nos falhará para relembrar que um dia foi mesmo bom sentir que a felicidade passou por nós.

Costumo encomendar roupa online? O barato sai caro? Dicas + review. Shein VS Romwe

Dizem que o barato muitas vezes sai caro. E tenho a dizer que esta é uma das frases com a qual mais me identifico. Isto porque muitas vezes somos tentamos a comprar qualquer tipo de produto que queremos muito mas que como sai fora do nosso orçamento, acabamos por comprar algo semelhante mas mais barato. Resultado? O produto afinal não vai de encontro às nossas expectativas e acabamos por ficar sem o dinheiro e sem usar o que compramos. 

Acredito que esta premissa muitas vezes é associada à compra de roupa online. E tenho a dizer que concordo em parte. A verdade é que a maioria das lojas online que mostram produtos muitos giros e diferentes, acabam por ser uma desilusão, e daí serem tão baratos. 

Desde que comecei a fazer parceria com a Romwe e com a Shein que comecei a perceber que muitas das peças que ia escolher iam ser completamente o oposto do que pedi. E tenho-vos alertado, post após post, para uma situação ou outra. A verdade é que no geral a experiência tem-se revelado positiva, sendo que tenho uma série de truques que utilizo de modo a ter a menor margem de erro possível quando encomendo alguma coisa. 

Na minha opinião a Shein é uma loja online que compensa mais que a Romwe em termos de qualidade. A verdade é que os produtos tendem a ter uma melhor qualidade, e os preços também são agradáveis. Outra grande vantagem da Shein é que tem um espaço onde os compradores deixam as suas opiniões acerca das peças. Assim sendo, quando encomendamos alguma coisa, podemos ter um feedback antecipado de outras pessoas. 

A minha última encomenda da parte deles foi esta peça que, tal como esperado, chegou no tamanho certo e com um material razoavelmente bom. 

ATENÇÃO: as peças deste tipo de lojas tendem a ser pequenas (principalmente as partes de cima), aconselha-se a que comprem sempre um número acima. 

 

Shein.png

 Custa pouco mais que 12 euros e podem vê-la AQUI.

 

Passando para a Romwe, recebi 3 peças que corresponderam exatamente ao que pensava. A camisola é básica, simples e gira e custa 6€. A camisa de ganga custa cerca de 17 euros (custava 40€) e a saia custa quase 17 euros mas também está em promoção. Já agora, uma dica: a romwe é mais barata que a Shein. Eu própria já fiz essa comparação. Apesar de acreditar que pertencem à mesma companhia, já encontrei várias peças IGUAIS mais baratas na Romwe. No entanto, a Shein tem um feedback mais positivo por parte dos compradores. 

ROMWE.jpg

 

Já agora, deixo-vos o link das peças para que possam dar uma espreitadela. Aproveitem para ver as promoções, eles fazem sempre promoções ao longo do ano, nomeadamente nesta altura do regresso às aulas. Qualquer dúvida apitem. Inté!

Primeira peça AQUI

Segunda peça AQUI

Terceira peça AQUI

 

 

E se fosse consigo? - Serviço público ou mais uma farsa da tv portuguesa?

A propósito de um post que encontrei por acaso, dei por mim a pensar que de facto há um programa que tem atraído tanta e boa gente, que parece ter sido um dos grandes sucessos dos últimos tempos, mas que afinal de contas até pode esconder ali qualquer coisa por trás.

Sou um bocado desconfiada, há que admitir. E desconfiada que é desconfiada cheira-lhe sempre a esturro quando as coisas parecem todas lindas, maravilhosas e cheias de borboletas e rebordos floridos. 

Afinal de contas, este programa que tanto conquistou os portugueses, terá mesmo o efeito esperado? Será assim tão educacional que, mais do que transmitir certas e determinadas realidades, nos faça agir perante elas? Deixo a dúvida no ar. Mais que isso, e depois do último programa que dava conta da violência entre pares, tratar-se-á mesmo de um programa realmente transparente?

Ora, digo isto porque no último episódio, uma das pessoas "apanhadas" é nada mais nada menos que Catarina Martins, líder do bloco de esquerda que, apenas por mero acaso, ia a passear-se pelo jardim da estrela e, por mero acaso também, é uma das poucas pessoas a intervir neste caso de violência doméstica. 

Logo aí uma pessoa já fica desconfiada. Mas pronto, uma pessoa até aceita que a líder do bloco de esquerda até goste de fazer as suas caminhadas e que realmente não seja apenas politicamente correta e que afinal de contas é um membro ativo e realmente interveniente em assuntos deste calibre.

Tudo muito bem, sim senhor. Palminhas para a Catarina que nos dá aqui uma bela de uma lição. Não se pode ficar indiferente e por isso ela achou-se na obrigação de intervir. 

Até que ela diz que...

e se fosse consigo.jpeg

 

Há lá coincidências. De onde é que eu reconheço o registo desta frase? Mas isto sou só eu. Tenho que me deixar disto, que não confiar em programas generalistas já passou de moda.

Chata eu, pá! Afinal de contas, este programa é até apelidado de serviço público. Tenho que ganhar juízo. Entrar na fila indiana da carneirada como os outros todos, ver o programa como eles, comentar como o mundo é horrível e como devemos ser cidadãos exemplares, partilhar no facebook que a realidade é realmente uma merda, não é justo, não há direito destas coisas acontecerem. E depois continuar a minha vidinha, como toda a gente faz, fechar o facebook no final do dia e acordar no dia seguinte, já completamente esquecida do programa de segunda-feira. Afinal de contas hoje o tema do dia é o rabo da Rita Pereira e aquele vestido, valha-me Deus, que toda a gente diz que é too much. E é, claro que é...Se eles dizem. Resta-me esperar que a semana passe, tal como eles fazem, e esperar pelo próximo programa. Certamente que a minha mentalidade já quadrada, tal como a dos outros todos, irá mudar com isso. Assim é que eu devia fazer. E vocês também. Afinal de contas, discordar das massas é um risco.