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Um dia faço um blog

Quando acabar com a própria vida implica matar 150 pessoas.

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É a isto que resume a real crueldade do ser humano.

É verdade que nunca sabemos aquilo pelo qual cada pessoa está a passar na vida. Não temos conhecimento do sofrimento que pode estar a viver. Não sabemos sequer a história de vida daquela pessoa.

Só cada um de nós sabe a dor transporta no peito. E há pessoas que não têm capacidade mental suficiente para lidar com a dor e com o sofrimento. E talvez por isso decidam acabar com a própria vida.

Não acho que seja um acto de coragem.

Não acho que seja a única solução nem a única saída.

As notícias apontam para que o co-piloto Germanwings se tenha trancado sozinho no cockpit, aproveitando a saída momentânea do piloto, para fazer o avião cair.

Jamais poderemos chamar suicídio a este acto.

Isto é um acto de egoísmo atroz. É contra aquilo que de mais importante existe neste mundo: o respeito pela vida do outro.

Quando morrem 150 pessoas nunca são apenas aquelas vidas que se perdem. Famílias inteiras ficam destroçadas, instala-se a revolta e o medo. Perde-se a credibilidade nas companhias aéreas, perde-se a vontade de viajar e, pior que isso, perde-se a confiança nas pessoas.

Como é possível alguém achar-se no direito de morrer levando consigo mais de uma centena de pessoas?

Tenho medo daquilo que um ser humano é capaz, tenho mesmo.

Este homem não era apenas um homem perturbado. Se de facto for verdade tudo o que está a ser dito, este homem era alguém que não tem o mínimo respeito pela vida humana.

E quem não tem respeito pela vida humana é capaz disto e de muito mais, e é isso que está a chocar o mundo.

 

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