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Um dia faço um blog

Vida doméstica e afins.

Descasco e corto cebola com os meus óculos da natação colocados. Juro que é verdade.

É um bocado ridículo e, agora que penso melhor, talvez um pouco embaraçoso. Mas é a única maneira que arranjei para conseguir cortar cebola mais do que dez segundos seguidos sem chorar.

Acho engraçado que existem pessoas que dizem que não choram nadinha. Que é um mito, essa coisa da cebola nos fazer chorar. Qual mito, qual quê? Eu, meus prezados leitores, choro que nem uma madalena arrependida.

Já tentei mil e um truques manhosos daqueles que aparecem na internet mas até agora nada funcionou.

Enquanto não arranjar quem cozinhe e, consequentemente, corte a cebola para mim, lá terei que recorrer aos meus óculos. O problema é quando se recebe visitas em casa e que, tão simpaticamente, se dirigem para a cozinha no decorrer na preparação da comida.

Por tudo isto e mais alguma coisa, a pergunta que se impõe é esta: como raio posso cortar cebola sem desabar em lágrimas que me deixam a vista turva correndo o risco de, sei lá, cortar um dedo??

Vá lá, se souberem algum truque milagroso partilhem. Ficarei eternamente agradecida.

E se as princesas de Disney fossem reais?

Quando era criança era uma mega fã da disney. Mas também, quem não era? Ainda hoje sou.

A artista Jirka Vinse Jonatan pelos vistos faz parte do grande grupo de adoradores da Disney.

Pelo que parece, ela achou que faltava ali um bocado de realismo. Então decidiu passar para o papel as suas ideias.

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A minha princesa favorita é, e sempre foi, a Pocahontas. Eu chorava baba e ranho cada vez que via o filme. Para dizer a verdade, acho que se o voltar a ver sou menina capaz de deixar cair uma lágrima.

Confiram o magnífico trabalho desta artista, certamente vão gostar.

 

Homens pagam mais 30% num restaurante que as mulheres

O que fariam se, ao decidirem jantar num restaurante, percebessem que os homens naquele estabelecimento pagam mais 30% do que as mulheres?

Isto aconteceu no Brasil e trata-se de uma campanha intitulada "Unfair Manu" . Filmaram a reacção dos clientes com câmaras escondidas e registaram as reclamações de homens e mulheres que consideraram um absurdo e uma injustiça, achando que se tratava de uma discriminação de género.

Antes de mais, vejam o vídeo:

 

Só depois de chamarem o gerente para entenderem o que se estava a passar é que os clientes descobrem de que se tratava a campanha . A explicação é dada através de um bilhete, com a seguinte mensagem: “No Brasil, as mulheres recebem em média 30% a menos para desempenhar a mesmas funções. Isso sim é injustiça”.

Todos acabaram por concordar, dizer que foi uma ideia genial.

 

A minha opinião: Esta campanha é um completo absurdo. Mesmo irreal, mesmo tratando-se apenas de uma campanha, é a maneira mais errada de lidar com a discriminação e com a diferenciação de género. Isto para mim foi um tiro no pé. Então, pela lógica devemos combater discriminação com mais discriminação? É como querer acabar com a guerra utilizando explosivos e armas.

Tudo bem, eu entendo que o objetivo seria a consciencialização das diferenças que ainda existem , mas será que foi feito de maneira certa? Certamente que não, pelo menos na minha opinião.

 

Notícia retirada do site hypeness br*

Aquela vontade...

...de dizer às pessoas que estão a pensar gastar cinquenta euros nas sabrinas X, só porque são da marca da fulana Y, que podem encontrar umas bem maneirinhos e bastante idênticas por dez euros numa loja tão conhecida do público?

 

Os leitores decidem: faço o post ou dedico-me a outro tipo de publicações menos, sei lá, polémicas?

A ponta do iceberg - Os Naufrágios no Mediterrâneo.

Há três anos, quando entrei no curso que estou neste momento a frequentar, recordo-me que uma das minhas professoras, numa das suas primeiras aulas, contou-nos acerca dos naufrágios no Mediterrâneo.

Como assim? Há três anos?

Pois, passaram três anos desde que encarei esta realidade mas os naufrágios já acontecem há muito mais tempo. E são recorrentes. E morrem milhares e milhares de pessoas todos os anos.

Questionei-me na altura como seria possível ninguém falar nisto. Como seria possível que apenas meia dúzia de pessoas soubessem o que se passava?

Agora não se fala noutra coisa. Como se tivessem descoberto a pólvora. Como se fosse a primeira vez que isto acontece.

A questão aqui, e talvez a mais gravosa de todas, é que estes casos têm vindo a ser abafados. E desta vez algo deve ter corrido de forma diferente para terminar neste mediatismo.

É tão triste perceber que nós só vemos aquilo que nos mostram e que damos como certo o que nos tentam convencer.

Estas embarcações não estão apenas repletas de gente clandestina, tal como a comunicação social tanto gosta de proclamar. Trazem seres humanos que largam tudo pela esperança de uma vida melhor. São seres humanos que morrem frequentemente todos os anos, sem que ninguém saiba de nada. São pessoas que, cansadas da miséria em que vivem, arriscam morrer em nome de sonhos. Sonhos! Os sonhos destas pessoas não são ter uma casa com piscina nem passar uma temporada nas Maldivas. Estas pessoas só querem deixar de sobreviver, porque é exatamente isso que acontecia nos seus locais de origem. Apenas sobreviviam, e isso é mesmo desumano. Preferem morrer a continuar a sobreviver.

E isso sim, é a real coragem do ser humano. Arriscar a própria vida em nome da esperança.

E que direito temos nós de chamar clandestinos a seres humanos que apenas se agarram à esperança de concretizar um sonho?

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