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Um dia faço um blog

E agora uma história de encantar.

Tenho um grande problema que afeta muito a minha vida: adormeço tarde e tenho que acordar cedo.

Quem sofre do mesmo mal sabe o quanto isto é terrível.

Sou uma invejosa assumida daquelas pessoas que às 22h já estão a dormir que nem umas pedrinhas.

Eu chego à cama e depois dou milhares de voltas porque tudo parece estar desconfortável. Ou porque a almofada está torta, ou porque o cobertor me faz calor, ou porque estou farta de estar de barriga para baixo...enfim, é um rol de desculpas para andar ali às voltinhas.

Quando finalmente parece que encontro uma posição confortável, eis que chegam os pensamentos. Oh raios partam o meu cérebro trabalhador que nem para dormir faz uma pausa. É que o sacana vai lembrar-se das coisas mais estúpidas... e depois claro, chega-se a madrugada e eu com uma energia equiparável a quem acaba de beber três cafés de penalti.

Depois chega a fase em que penso que deveria estar a dormir em vez de estar a pensar em porcaria. Isto sim, é o pânico. Pensar que não se deve estar a pensar...entendem o quanto isto pode ser perturbador?

Também é engraçado que é nestas alturas que tenho as ideias mais geniais. Bom, talvez não sejam propriamente geniais mas é de madrugada que tenho mais ideias. O que é ainda pior visto que fico em pulgas para as meter em prática, o que afasta ainda mais qualquer vestígio de sono que pudesse começar a vaguear pelo meu corpo.

Lá acabo por adormecer depois de muito lutar contra a minha tendência de pensar mais durante a noite do que nas horas todas do dia juntas.

Passado pouco tempo o despertador toca. Rogo-lhe umas valentes pragas mentalmente, o que é estúpido porque afinal de contas fui eu que programei aquela merda, logo é como se me tivesse a ofender a mim própria, sendo que dá-me uma vontade imensa de o mandar contra a parede como nos filmes. Obviamente que não o faço porque é o alarme do telemóvel e como sou pobre tenho que controlar estes impulsos.

Passo o dia absolutamente motivada a deitar-me cedo para acordar fofa e fresca no dia seguinte mas claro que isso não acontece.

Já cheguei ao ponto deprimente de procurar dicas na net para adormecer e dormir melhor mas até agora nenhuma dica me pareceu suficientemente credível ao ponto de a colocar em prática.

Amigos e amigas deste mundo blogosférico, se já passaram pelo mesmo que eu e conseguiram arranjar solução para deixar de parecer um morto-vivo durante o dia e uma coruja durante a noite, então contem-me tudo.

Até lá vou continuar a esforçar-me para me deitar cedo, apesar do mais provável ser continuar a adormecer tarde e acordar com vontade de esmurrar qualquer tipo de espécie que me apareça à frente nas primeiras horas da manhã.

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Estou a terminar a licenciatura... SOCORRO!

Estou a terminar a licenciatura em antropologia e no entanto sinto-me completamente perdida.

Talvez seja um pouco vergonhoso dizer isto, mas não faço a mínima ideia de como será a minha vida daqui em diante. Gostava de continuar a apostar na minha formação, investir num mestrado e até quem sabe atirar-me a outras áreas.

Quando entrei em Antropologia confesso que esperava algo diferente. Confesso que os meus planos saíram-me furados. Não acho que seja mau admitir, até porque as falhas fazem parte da evolução. Não estou de todo a dizer que falhei quando decidi vir para este curso. Simplesmente acredito que se fosse hoje teria ido para algo diferente.

No entanto, não quero baixar os braços.

Quero arranjar um trabalho e conciliar com um mestrado ou com cursos que me suscitem interesse.

Agora, e tentando explicar o título do post, estou em pânico com a questão de arranjar emprego. Não que não queira trabalhar, obviamente. Mas porque sei que nos tempos que correm é muito complicado.

Apesar de estar em Lisboa e saber que existem mais oportunidades, também sei que a concorrência é feroz e que são muitos cães a um osso.

Ao refletir sobre o assunto acho que não quero que este trabalho esteja relacionado com o curso que tirei. Eu sei que seria importante consolidar o que aprendi e pôr em prática os anos que andei a marrar. A questão é que gostava mesmo muito de explorar novas áreas.

Bom, e com isto encontro-me numa encruzilhada.

Por onde se começa a procurar trabalho afinal? Sim, porque infelizmente a minha faculdade não dá qualquer tipo de suporte e apoio aos alunos. E é mesmo isso que me revolta e que me fez ficar (quase) de costas voltadas com a Antropologia. É que torna-se tudo tão mais maçudo e custoso quando se passam anos a dar matéria que muito provavelmente nunca irás conseguir aplicar no mercado de trabalho...mercado de trabalho esse que escasseia.

Sim, podem dizer: bem-vinda à vida.

Obrigadinha, era mesmo isso que precisava de ouvir.

Coerência procura-se.

Adoro estas pessoas. Somos todos contra a violência e o bullying é um crime.

Mas depois dizem que se apanhassem a gaja da Figueira da Foz lhe partiam os dentes todos, que a torturariam exaustivamente e trinta por uma linha. Então está certo.

Combater violência com mais violência, sim senhor.

Por isso é que este mundo está a merda que está.

Hipócritas.