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Um dia faço um blog

Então e os saldos? Ninguém fala nos saldos?

Ontem quando cheguei a Lisboa decidi fazer uma passagem rápida pelo Vasco da Gama. Bem sei que a esmagadora maioria das pessoas, no que diz respeito a centros comerciais, prefere o Colombo. Para mim o Colombo é um sítio onde se tem de ir com calma e, acima de tudo, com muito tempo disponível. Como tempo não é coisa que abone por estes lados, fiquei-me pelo Vasco da Gama. Também confesso que prefiro o Vasco porque é tudo muito mais compacto. É certo que não tem tanta variedade mas ao menos uma pessoa quando quer uma coisa não se dispersa tanto.

Estava eu a dizer que fui ao Vasco da Gama porque queria muito ver como estavam os saldos. Só dar uma vista de olhos em uma ou duas lojas, sem comprar nadinha.

Ando a adorar a mango. Gosto da relação qualidade/preço e as últimas colecções têm sido particularmente do meu agrado. Por isso decidi ir lá primeiro. Confusão, muito confusão. Credo, nós mulheres quando queremos conseguimos ser mesmo selvagens nesta coisa dos saldos. Portanto, vi tudo muito rápido e sem prestar muita atenção ao que lá estava. O facto de ser constantemente empurrada também não ajudou, é certo. Sou pessoa que não gosta propriamente de confusão e de andar a puxar cabelos por um par de sapatos, por isso agarrei duas peças e fui experimentar. Levei uma camisola e um par de calças. A camisola tinha defeito e quando perguntei se havia outra igual do meu número obtive a resposta que já esperava: não. Depois experimentei um par de calças que tinha visto no site e ficavam-me gigantes. Sinceramente estava tanta gente de volta do expositor onde se encontrava as calças que nem quis ir buscar o outro número. Ainda estive para pedir à funcionária para me ajudar mas a coitada estava tão atarefada que nem me atrevi a pedir nada. Resultado: saí da mango de mãos a abanar.

Depois da saga da mango estava decidida a ir embora. Normalmente sou muito incisiva nestas coisas: se era para ver apenas os saldos da mango, então era mesmo para ver os saldos da mango. Mas (há sempre um mas, raios o partam) passei pela zara. Eu sei, eu sei que tinha prometido não voltar a meter os pés nessa loja demoníaca. Mas eu confesso que ia mesmo cabisbaixa por ter perdido tanto tempo num centro comercial sem levar nem uma peça. E também já tinha um bocadinho bem pequenino de saudades de ver como andam as vistas pelos lados da zara. E lá entrei. Não está muito bem servida de grandes descontos, mas também nunca foi uma loja que goste propriamente que baixar os preços. No entanto, não estando propriamente muito bom, também não estava muito mau. Encontrei lá algumas coisas que de facto valiam a pena. Mas (outra vez o mas, é tramado) pasmem-se: trouxe apenas um par de calças. Também não ia propriamente com vontade de comprar mais que isso, que não pensem que me esqueço assim da minha birra com a zara. Trouxe um par de calças que me assentavam na perfeição e estavam a um preço bem catita.

E vocês? Já espreitaram os saldos? Viram alguma coisa que faça valer as duas horas nas filas das caixas das lojas ?

No meio de tanta desgraça há sempre boas notícias.

O presidente da Nigéria aprovou a lei que proíbe a mutilação genital feminina.

Só peca por ser tarde. Finalmente uma boa notícia.

andre-mansur-guine-bissau-proibe-mutilacao-genital

 "Em sua última semana na presidência da Nigéria, Goodluck Jonathan assinou uma lei que criminaliza a mutilação genital feminina.

De acordo com o All Africa, a lei traz esperança de que os nigerianos “comecem a aceitar que práticas culturais e religiosas também devem se sujeitar aos direitos humanos”.

A medida já havia sido aprovada pelo senado do país em maio. Além da mutilação genital, a lei também proíbe o abandono de dependentes – mulher, filhos e outros – sem condições de sustento.

Estima-se que cerca de 25% das mulheres entre 15 e 49 anos tenham sido submetidas à prática no país. No entanto, por se tratar do país mais populoso do continente, os números absolutos da Nigéria estão entre os mais altos do planeta.

De acordo com o International Business Times, especialistas afirmam que a lei pode impactar a criação de outros dispositivos legais em outras 26 nações africanas, onde a prática ainda ocorre.

Ainda segundo analistas ouvidos pelo IBT, a aprovação da lei nos últimos dias de mandato de Jonathan não é uma coincidência: enquanto ele não vai precisar encarar seu eleitorado, pois deixa o poder nesta sexta-feira (29), Muhammadu Buhari, que assume a presidência após uma eleição histórica, já pega o assunto, que envolve delicadas questões religiosas e culturais, “encaminhado”.

Segundo o Guardian, há 13 anos ativistas e grupos de defesa dos direitos humanos pressionavam o governo para que aprovasse uma lei que proíba a prática.

Cabe agora, ao país, conciliar a lei com práticas que façam com que os casos de mutilação genital sejam, de fato, reduzidos. “O fim da violência contra mulheres e meninas demanda investimentos, não apenas leis escritas em livros”, escreveu Stella Mukasa no jornal britânico.

Considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma violação dos direitos humanos , esta prática consiste em remover – parcial ou totalmente – os genitais femininos, com a intenção de impedir que a mulher sinta prazer sexual. Não há nenhuma justificativa médica para esse tipo de intervenção, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

De acordo com dados divulgados pela Unicef em fevereiro, há cerca de 130 milhões de mulheres e meninas vítimas da prática vivas atualmente.

Geralmente a operação é feita de forma rudimentar, sem anestesia e em condições de higiene “catastróficas”, de acordo com a Desert Flower Foundation. Facas, tesouras, lâminas e até cacos de vidro podem ser usados nos procedimentos, geralmente feitos até os 15 anos da vítima.

Dados da Unicef mostram que a prática se alastra principalmente na Somália e na Guiné, onde 98% e 97% da população feminina foi mutilada, respectivamente. Caso a prática não seja inibida, 30 milhões de mulheres podem sofrer mutilação genital na próxima década.

A Unicef, no entanto, afirma que a situação está melhorando, ainda que em um ritmo muito abaixo do ideal. A chance de uma menina ser cortada hoje em dia é um terço menor do que era há 30 anos.

A OMS afirma que a mutilação causa sérios riscos como hemorragia, tétano, infertilidade e a necessidade de outras cirurgias para reparar o estrago."

Retirado daqui.

Aquele momento em que percebo que já não vou para nova.

Eu antes via o Inspector Max e ia jurar que ainda ontem andava a ser transmitido como novidade. Hoje de manhã vi um episódio na TVI que andam a repetir desta série. Bom, há que admitir que a TVI é especialmente boa a arranjar programas para encher chouriços. Adiante.

Hoje tomei conhecimento que estes miúdos...

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Afinal já estão assim...

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 Pois é amiguinhos, estou CHO-CA-DA!!!

Vocês têm cá uma paciência...

Eu admiro a pachorra que vocês têm para tirar fotografias bonitas para o instagram. Juro que adorava conseguir também o mesmo. A minha comida, por melhor que seja, não tem aspeto digno de fotografia.

Deve ser por isso que sigo imensas pessoas que se fartam de postar esse tipo de imagens.

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Estas imagens foram tiradas do instagram da querida Gi. A miúda cozinha que se farta e o seu instagram é merecedor do número de seguidores que tem. Sigam-na, a sério. É comidinha saudável, ela dá as receitas todas e é tudo uma delícia.

 

Ah, se quiserem também me podem seguir no instagram aqui. Não tenho fotografias desta categoria, mas faço o que posso. :-)

As tatuagens do ano passado.

Vi um artigo que falava dos dezanove de estilos de tatuagens que toda a gente fez em 2014. Toda a gente fez é como quem diz, eu não fiz e acredito que muitos de vós também não.

Tenho que confessar que achei piada porque há cerca de dois/três pensei numa tatuagem dentro de um destes estilos. Graças a todos os santinhos tive a decência de pensar duas vezes no assunto e perceber que provavelmente daqui a alguns anos me iria arrepender tremendamente.

Uma tatuagem é algo que deve ter um significado especial ao ponto de merecer um destaque na nossa pele. E não, não acho que namorados possam entrar nesta categoria. Já vi situações muito chatas de casais que juraram amor eterno e que decidiram gravar isso no corpo e depois a coisa correu para o torto e pronto, já estão a imaginar o resto da história.

Vejam lá a lista de algumas das dezanove tatuagens mais feitas o ano passado e contem-me se se identificam:

 

Mapa Mundo:

mapa.jpg

 

Flechas:

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 Numeração romana:

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Infinito:

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Diamante:

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Batimentos cardíacos:

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Penas:

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Retirado daqui.

O meu momento.

O melhor sítio para recarregar energias será sempre aqui.

Aqui, onde o céu é limpo e onde posso ver a lua através da janela. Se fechar os olhos consigo ouvir o silêncio. E cabe tanta coisa no silêncio. Ouvem-se as cigarras e o vento a bater nas folhas das árvores. Consigo ouvir os meus pensamentos e o batimento do meu coração. Este silêncio é diferente e tão tranquilizante.

Aqui ando descalça e conheço a sensação de caminhar sobre a terra. Gosto de caminhar assim e de sentir a frescura do chão de mármore e o aconchego do pavimento de cortiça.

Aqui moram os corações mais ternos que conheço. Moram aqui, onde eu também morei toda uma vida. Estes corações, que explodem a bondade e o amor mais puro do mundo, deram-me tudo isto.

Foi aqui que deixei de acreditar em Deus. Foi aqui que me revoltei com a vida e senti o quanto a dor emocional pode ser tão mais angustiante que uma dor física. Mas também foi aqui que ultrapassei os meus medos, que resolvi as minhas revoltas e que vivi os momentos mais felizes da minha vida.

Choro sempre que escrevo sobre as emoções que este lugar me transmite. Não choro de tristeza, nem de felicidade. Emociono-me sempre que penso no amor e carinho que este lugar me deu e me continua a dar. Sim, dar. Sem pedir nada em troca, só porque sim. Não é incrível? Este amor tornou-me a mulher que sou hoje. Não há como não me emocionar ao escrever sobre isto.

Gostava de conseguir passar para o papel a gratidão que tenho para com a terra que me viu nascer. 

Este fim de semana estive aqui. Tal como na maioria dos fins de semana. Passo horas assim, à janela, enquanto penso.

É aqui que me descalço e que volto a ser a menina de antigamente e que jamais se esquece de onde veio.

É aqui que me reencontro e que tomo as derradeiras decisões. Sempre foi assim e sempre assim será. As decisões que mudaram a minha vida foram tomadas aqui.

Todos nós temos um lugar especial. Ou pelo menos todos deveriam ter. Eu espero que tu, que me estás a ler, também o tenhas. Espero mesmo que sim. Espero que conheças o sentimento de gratidão para com o amor. Um amor diferente daquele que vemos em filmes românticos. Falo um amor incondicional pelo sítio que te proporciona as emoções mais fortes que já viveste. Este sim, é um amor que vale a pena porque é revestido por um laço inquebrável. Eu sou uma mulher que se orgulha de onde veio, e não tenho como agradecer tudo isso.

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