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Um dia faço um blog

Solicita-se a comparência dos meus estimados leitores no local do costume, se faz favor.

Como muitas das pessoas que me acompanham devem saber, este blog tem cinco meses.

Sou uma pessoa que gosta de ir fazendo balanços. Gosto de perceber o que está a correr bem e o que está a correr mal para ter possibilidade de ir melhorando.

Deste modo, convido-vos a responder a este pequeno questionário que vos tomará apenas dois minutos.

É totalmente anónimo e os resultados são apenas utilizados por mim para fins estatísticos aqui do blog.

Sem querer ser muito chata, será que podem fazer esse favorzinho?

 

Mil obrigadas!

 

E quando a vida nos troca as voltas?

Como alguns de vós devem saber, até porque já o disse aqui, estou a terminar a licenciatura em antropologia. Não houve nenhuma espécie de chamamento divino para este curso nem tão pouco morro de amores pelos professores e organização da minha faculdade e do departamento.

Mas há algo que é incontornável: a antropologia mudou a minha maneira de olhar para o mundo. E isso sei que não encontraria em nenhum outro curso. Infelizmente não me vejo a construir uma carreira sólida nesta área e cheguei a uma fase em que as minhas aspirações parecem ter mudado.

Antes de mais, a antropologia construiu-me enquanto pessoa. Nunca, em tempo algum, pensei que três anos de um curso que aparentemente era tão mais teórico do que prático, me trouxesse tantos contributos para a vida. A minha maneira de olhar para o mundo modificou-me como pessoa.

No entanto, cada vez mais os meus horizontes vão para outros rumos. Sinto-me muito mais ligada a outras áreas, o que me deixa um pouco confusa.

Seja qual for o caminho a seguir, tenho sempre presente que a antropologia irá manifestar-se em cada trabalho que tiver, seja em que área for, e que me irá acompanhar para a vida.

No fundo, e por muito que reclame e resmungue por estar num curso que se revelou pouco prático,mal estruturado e com poucas perspectivas de emprego, sei que a antropologia é o curso da minha vida.

Apesar desta relação de amor-ódio, esta licenciatura trouxe-me ensinamentos que, apesar de não serem aplicáveis em muitos dos empregos em que me revejo, tenho a certeza que serão úteis na relação com as pessoas. Porque é disso que a antropologia trata. De pessoas. É um curso de pessoas, feito para pessoas. E vivemos num mundo em que é tão comum mecanizar tudo e todos, que nos esquecemos que somos um mundo de pessoas.

A vida trocou-me as voltas. Não me vejo a trabalhar na área da antropologia. A vida trocou-me as voltas de uma maneira tão forte que, apesar de não me rever nesta área, tenho a certeza que foi esta área que me encaminhou para outros caminhos e que moldou parte da minha personalidade.

Acredito que tudo acontece por um motivo. Por vezes sinto-me revoltada com o curso e penso que perdi anos da minha vida em algo que se revelou completamente diferente do que julgava ser. Mas depois, nos momentos mais simples do meu dia-a-dia, percebo que não foi de todo uma perda de tempo. Estes anos, este curso e os ensinamentos que aparentemente pareciam inúteis, revelaram-se no meu maior trunfo para lidar com o mundo.

Depois disto, sinto que estou preparada para encarar o que for preciso.

Apesar da antropologia me ter cuspido para fora desta área, foi também ela que me mostrou os caminhos possíveis. Porque a antropologia é mesmo assim. É uma ciência que nunca dá nada como certo, mas que abre horizontes e, acima de tudo, mentalidades. E tanto que adoro a antropologia pelo simples facto de me mudar a mentalidade e me ter tornado numa pessoa melhor.

Entretanto já vamos a meio da semana...

Encontro-me neste momento a caminho do terceiro treino da semana.

Até agora posso dizer-vos que a dor que sinto no corpo em nada é comparável a esta dor na alma de ter que acordar às sete da manhã para ir para aquele espaço do demónio. É assim, minhas boas amigas e meus caros amigos, temos que ser fortes. E eu, que era uma valente flor de estufa, ando a armar-me em qualquer coisa que ainda não sei bem o nome.

Entretanto mudei de ginásio, e é certo que este que frequento dá-me muito mais vontade de lá ir. Além de ter aulas bem aliciantes, tem máquinas muito mais avançadas, pessoal muito simpático, piscina e....spa. Confesso, o spa/banho turco/sauna e outras coisas que tais, foram uma grande motivação para mudar de ginásio. A piscina também ajudou, claro. O meu antigo ginásio não tinha, e eu adoro nadar. Assim, depois do treino tento sempre arranjar um tempinho para ir dar umas braçadas e, quando tenho o dia mais livre, ainda vou um pouco à zona de spa.

O preço também é aliciante comparativamente ao preço que tenho visto deste tipo de ginásios. É verdade que é o dobro daquilo que pagava no meu antigo ginásio, mas até agora o balanço está a ser positivo.

Terei todo o gosto em falar-vos melhor deste meu recomeço no mundo fit. Preparem-se, que agora que voltei a todo gás, já sou quase como as bloggers fit da blogosfera...mais uns tempos e até a encontros da preparação para a maratona vou... (brincadeirinha, ok?) .