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Um dia faço um blog

Pelo meu telemóvel #1

Ultimamente tenho andado numa de pesquisar aplicações novas para o telemóvel. Gosto de ler artigos que sugerem aplicações e normalmente acabo por experimentaar uma ou outra que me pareça interessante.

Por esse motivo, e acreditando que possa ser útil para algum de vós, decidi criar uma nova rúbrica no blog que consiste numa espécie de visita ao meu telemóvel. Deste modo, em cada post falo-vos de alguma aplicação que tenha no telemóvel.

Portanto, uma das aplicações que conheci recentemente, mas que pelo vistos que toda a gente deste mundo e do outro já conhecia, é o Evaristo.

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Não, o Evaristo não tem tudo. Mas lá que tem muita coisa, lá isso tem.

Eu gostei muito da app. Podemos encontrar notícias, emprego, blogs portugueses, receitas, etc. Fiz um print screan ao menu principal, para terem uma noção da diversidade de tudo o que por lá existe:

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 Eu pessoalmente estou a gostar, apesar de não ter explorado muito. Temos a possibilidade de marcar os temas que para nós têm mais revelância para um melhor acompanhamento daquilo que realmente gostamos. Ah, e também dá para guardar artigos. Esta funcionalidade de guardar artigos já me deu muito jeito, princialmente quando vejo alguma receita que gosto e que quero reproduzir (nem que seja daqui a 6 meses, tal é a minha adoração pela cozinha).

Se experimentarem depois digam-me se gostaram. Ah, já agora...se tiverem sugestões de outras aplicações interessantes, é favor de deixar aqui que ficarei muito agradecida.

 

Coisas que merecem ser partilhadas. #1

Não tenho como classificar a mensagem que este texto transmite. Um retrato da realidade de tanta gente. Sublime!

 

Ermelinda sentiu um calor estranho nas pernas e levantou-se de um salto. “Outra vez não, foda-se!” 

A incontinência estava a dar-lhe cabo da vida. Na mercearia onde trabalhava de manhã, a água das alfaces espalhada pelo chão e o cheiro da fruta e do bacalhau davam para disfarçar, mas já tinha passado duas ou três vergonhas que não lhe saíam da memória. A primeira vez foi na Segurança Social, enquanto esperava pelo impresso do RSI. Não fossem as fraldas das gémeas e a coisa podia ter corrido muito pior. A segunda vez, sem dúvida a mais embaraçosa, aconteceu enquanto atendia um cliente, no part-time que faz às quartas e sextas no Monsanto. O homem, camionista Ucraniano de poucas falas, não ficou nada contente de ver as calças mijadas e, além de não pagar, ainda lhe pregou dois sopapos que lhe danificaram irremediavelmente a placa acrílica superior, deixando bem à vista a degradação física a que Ermelinda tinha chegado devido ao uso continuado de drogas pesadas.


“Puta que pariu esta vida!”, Desabafou enquanto se limpava ao lençol da cama onde ainda dormiam a irmã e o cunhado, ambos desempregados e companheiros de dependência. Bebeu um trago de cerveja morna, acendeu um cigarro e foi preparar os biberões.

 

Era dia de visita conjugal e Ermelinda queria ir bem arranjada. Óscar já não era o homem de outros tempos e precisava de se sentir inspirado para que aquela meia hora fosse proveitosa. Além disso, um dos guardas era cliente habitual das sextas-feiras e nestes tempos de crise não podia arriscar perdê-lo. O cunhado ainda lhe devia duas ‘chuchas’ que ela não estava a ver maneira de receber.

 

Despediu-se das gémeas e dos dois filhos mais velhos e foi apanhar o autocarro. Passou pelo café e comprou dois maços de SG Ventil, marca preferida de Óscar. Ermelinda sempre foi muito dedicada ao companheiro, mesmo quando ele, toldado pela bebida e pelo ciúme, lhe batia, a injuriava e ameaçava de morte. Nunca colocou a hipótese de o abandonar. Afinal, tinha sido o seu primeiro amor (estavam juntos desde que os pais a entregaram a Óscar, tinha ela treze anos) e uma relação destas é para a vida. Tem de ser.


Como o autocarro ia quase vazio, aproveitou para meter na veia os vinte euros que tinha comprado à irmã e, depois de guardar a parafernália no fundo da mala, encostou a cabeça à janela e adormeceu.

 

Eram quatro e vinte quando chegou a Alcoentre. Depois de ter passado pelos habituais procedimentos de segurança, entrou no quarto e correu a abraçar Óscar. Falaram durante uns minutos até que ele lhe disse que estava pronto e lhe pediu para tirar a roupa. O sexo foi rápido e cru, sem preliminares ou beijos. Fumaram um cigarro e Ermelinda despediu-se com um “Até para a semana, môr.”

 

Chegou a casa já tarde, devido a um acidente na N10 que obrigou a que o autocarro estivesse parado mais de hora e meia. Cansada e a ressacar, foi ao esconderijo da irmã ver se havia uma dose que lhe desse para aguentar até de manhã. Não havia. Saiu e foi ter com um dos traficantes da rua, oferecendo-lhe favores sexuais em troca de mais umas horas de descanso.

 

Voltou meia hora depois, para encontrar a polícia em casa, vasculhando minuciosamente os trinta metros quadrados do T0 onde viviam, à procura de droga, armas ou material roubado. As crianças choravam enquanto o cunhado, algemado, chamava “cabrões de merda” aos agentes, que lhe iam dando uns calduços para o acalmar. Como não encontraram nada, foram-se embora mas levaram-no acusado de desrespeito e injúrias às autoridades.

 

Ermelinda atirou para o chão um monte de roupa suja para libertar o canto do sofá e sentou-se, chamando a si os pequenos, que entretanto se tinham calado. Nesse momento entrou a irmã, trazendo um bolo de arroz decorado com uma vela de aniversário.

 

“Parabéns, Mana! Vinte aninhos, hein? 'Tás feita uma senhora, tu.” 

Crédidos do texto: Gajo Porreiro - Desblogue D'Elite.

O fenómeno Cristina Ferreira.

Confesso que não vou muito à bola com a Cristina Ferreira. Não acho que seja uma profissional ao nível de outros que encontramos na televisão portuguesa. Aliás, algo que tenho vindo a notar na Cristina Ferreira é que é uma pessoa que não demonstra ter muita cultura geral. Com isto não digo que seja burra, obviamente.

Dando um exemplo prático, no que diz respeito ao programa Você na tv, é indiscutível que o Manuel Luís Goucha é quem mais acrescenta ao programa da manhã. Não sou espectadora assídua, confesso. No entanto, das vezes que vi, nota-se perfeitamente que o Goucha é um homem extremamente culto e que sabe um pouco acerca de tudo. Enquanto que a Cristina Ferreira não. Quando os temas envolvem outro tipo de conhecimento que vai para além de falar de sapatos, é o Goucha que assume os comandos. Isto é inegável.

Agora, não me venham dizer que a Cristina Ferreira não é merecedora de tudo o que tem conquistado. Irrita-me gente hipócrita. Tal como disse, não acho que a Cristina seja a melhor apresentadora do mundo, antes pelo contrário. Não acho que tenha o brio que ela tenta mostrar. Mas porra, ela merece cada sucesso que tem.

Chegou onde está sem cunhas, sem favores e sempre se mostrou humilde. Analisando o seu percurso, em poucos anos tornou-se apresentadora de televisão, criou uma marca de sapatos, lançou um livro de receitas, tem um dos blogues mais lidos de Portugal, criou um perfume, lançou uma revista, tornou-se directora de conteúdos não informativos da tvi e, muito recentemente, foi considerada celebridade mundial. Alguma coisa ela deve ter. E tem. E eu digo-vos o que é: garra e humildade. É uma mulher que lutou para chegar onde está, talvez com alguma sorte à mistura, mas que chegou onde está sozinha. E isso só pode ser valorizado.

Ahhh, e ainda foi considerada a mulher mais sexy de Portugal durante três anos seguidos. Sim, a voz dela é ligeiramente prejudicial a tímpanos sensíveis, como os meus, mas lá que ela é um fenómeno, lá isso é.

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