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Um dia faço um blog

Nível de amor que NUNCA terei por nenhum homem. #4

Eu não digo que é uma péssima ideia tatuar o que quer que seja que esteja relacionado com namorados ? Pois, as pessoas esquecem-se que os seus mais-que-tudo um dia tornam-se no tenebroso ex, aquela personagem que pensamos "como? COMO é que eu andei metida contigo??". Pois é amigas, o amor é assim...Não olha a meios.

E que o diga Jéssica Athayde que as 16 anos tatuou a inicial do namorado Kiko na nádega. Sim...na NÁDEGA!

Recentemente foi disfarçar a tatuagem. Pudera, desde os 16 anos com um K no rabo...

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Comprei pela primeira vez a revista da Cristina Ferreira.

Já havia falado aqui anteriormente sobre esta revista que tanto tem dado que falar. Decidi, pela primeira vez, abrir os cordões à bolsa e comprar a revista para poder opininar com conhecimento de facto.

Concordo com os que dizem que é muito bonito falar sem sequer ter lido uma página. Por esse motivo li tudo. Sim, tudo mesmo. Desde a primeira página até ao fim, incluindo as páginas de publicidade. Coisas de antropóloga. Se é para falar, ao menos que saiba do que falo.

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 O que mais gostei:

- O grafismo e a qualidade da revista em si: não sei como isto se traduz para linguagem editorial, mas há que admitir que a revista é de óptima qualidade. O papel é resistente e dá gosto folhear. A qualidade das imagens também é muito boa. Aliás, todas as sessões fotográficas realizadas para a revista devem ter sido produzidas por um excelente fotografo.

- A entrevista a Vanessa Fernandes: acho mesmo que devia ser a entrevista em destaque. Apesar disso, acho que foi muito bem conseguida e merece pontos positivos.

- A sessão fotográfica inspirada na marca Dolce & Gabbana em contraste com as senhores de Rio de Onor : Aloísio Brito (fotógrafo) e Patrícia Pereira (styling) fizeram uma produção muito boa, pelo menos na minha opinião. A qualidade das imagens é óptima e adorei a ideia do contraste entre as senhoras de Rio de Onor e os modelos inspirados na campanha da conhecida marca italiana.

cristina2.jpg- Os casos de mulheres mais velhas que estão em relações com homens mais novos: achei interessante a maneira como foi abordado este assunto e a ligação que foi estabelecida com algum preconceito que certamente existe, vale a pena ler!

 

O que menos gostei:

- Cristina Ferreira. Cristina Ferreira everywhere: tudo bem, a revista é dela. Mas incomodou-me imenso estar a ler e era como se ela tivesse lá sentada ao meu lado. Ok, talvez esteja a exagerar. Mas bolas, a mulher aparece em todo lado. As entrevistas são feitas por ela, ela aparece fotografada em grande maioria das páginas, artigos sobre as sugestões da Cristina, a própria revista chama-se Cristina. Enfim, acho que devia existir um certo distanciamento e considero que tenha caído no exagero. Percebo a ideia de querer criar proximidade com os leitores, mas não convém exagerar. E, na minha perspectiva, ela exagerou.

- A entrevista principal: uma conversa entre seis mulheres e um homem acerca das diferenças entre mulheres e homens. Para mim esta entrevista como ponto central da revista não teve qualquer lógica. Percebo a ideia mas não acho que tenha sido conseguida. Acho que isto vem apenas acentuar as diferenças e nunca as igualdades. Num tempo em que lutamos tanto por igualdade, porquê fazer uma conversa que afirma que a mulher é assim e assado, enquanto que o homem é cozido e grelhado? Não gostei.

- A rubrica dos segredos: ok, a ideia é gira. Pena não ser original, contrariamente ao que se possa pensar. Não sei se se lembram que já tinha falado aqui de um blog que gira em torno deste conceito. Portanto, foi uma ideia gira mas copiada. E todos nós sabemos que tudo o que é cópia tem muito menos piada, certo?

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Outros pontos a considerar:

- A publicidade: tinham dito que era excessiva e que a maioria da revista era publicidade. Não concordo. Tem alguma publicidade, é certo. Mas a maioria das revistas tem. Óbvio que tinha que existir publicidade. A publicidade dá dinheiro e duvido que encontrem revistas sem publicidade. E se encontrarem acredito que sejam revistas que não durem muito.

- O preço: não acho que seja desadequado. Três euros mensais não é um valor exorbitante, apesar de não ser propriamente barato. No entanto está dentro da média de outras revistas do género.

- Outra coisa que ficou entre o "gosto" e o "não gosto" : nas páginas 27 e 28 é apresentado um plano alimentar que promete fazer-nos emagrecer até 5 kgs em apenas um mês. Até aqui tudo bem. O título é que me faz torcer o nariz. Aquele "vista o seu biquíni sem vergonhas".. então por ter 5 kgs a mais já tenho que sentir vergonha por usar o meu biquíni? Não é de facto uma boa maneira de incentivar alguém a perder peso. Mas compreendo que a intenção seja boa.

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No geral não desgostei. Também não acho que seja a revista do ano, nem tão pouco que prime pela originalidade. Tem alguns artigos interessantes e dentro do género até fiquei surpreendida pela positiva. No entanto continuo com a opinião que existem revistas com muito melhor qualidade a nível de conteúdo que não são devidamente valorizadas.

E vocês, já compraram a Cristina? E qual é a vossa opinião?