Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Um dia faço um blog

Vamos lá parar com isto de encomendar roupas de inverno.

Sou uma pata choca das compras. O verdadeiro ovo podre das encomendas online. 

Aqui, neste mural das lamentações, me confesso. Confesso que as minhas compras online são 80% baseadas no tempo que está lá fora no preciso momento em que estou a encomendar. Está a chover naquele dia? Então vamos encomendar umas galochas. Que importa se já está a primavera a chegar? Hoje está frio? Então vamos lá encomendar um casaquinho, não vá este mês que quase antecipa a chegada do Verão continuar a arrefecer. Enfim, uma tristeza, uma idiotice, burrice, parvoíce, palermice.

Isto para vos dizer que encomendei dois casacos da Romwe (shame on me) mas que estou ligeiramente arrependida porque pouco os usei. Um deles, o preto, nem o estreei. O cinzento ainda deu para utilizar umas vezes mas cheira-me que agora vai ser arrumadinho e só volta a ver a cor da minha pele para o ano que vem. Para o ano que vem SE daqui a esses meses todos ainda gostar dele. Sim, porque esse é o problema. Nós, mulheres no geral, temos uma grande tendência a inclinar-nos para peças que realmente não precisávamos, pensamos que as usaremos no ano que vem mas acaba por não passar de uma boa intenção porque quando chega a hora H a dita peça já não se encaixa bem no nosso estilo.

romwe3.jpg

Bom, uma vez que estas encomendas chegam fruto da parceria que tenho mantido com a Romwe há vários meses, não me custa tanto uma vez que não paguei pelas peças. Mas (há sempre aquele mas) tenho uma real pena de não ter utilizado o maravilhoso cérebro que tenho vindo a desenvolver ao longo de 23 anos para ter encomendado umas peças mais fresquinhas. 

Quando os encomendei não estavam em promoção, se não estou em erro. O casaco cinzento - que é de óptima qualidade, posso garantir-vos - custava quase 73 euros. Agora está em saldos e custa cerca de 38 euros. Podem vê-lo aqui.

Em relação ao casaco preto, posso admitir que nunca o utilizei. E não é que não goste dele, porque gosto. A qualidade não é tão boa como a do casaco anterior, mas também não é má. É giro, é quentinho mas até agora não tive oportunidade de o usar. Fica para o ano, espero eu! Este custava quase 60 euros. Não acho que valesse os 60 euros, para ser muito sincera. Não é mau, não senhor, mas não tem um nível de qualidade que mereça tanto dinheiro. Agora está a 27 euros, o valor que considero realmente justo. Podem também encontrá-lo aqui.

 

*post baseado na parceria com a Romwe.

Só dois minutinhos para falar de pêlos, sim?

Mulher que é mulher sabe que a depilação é o nosso calcanhar de aquiles. E não há margem para histórias de que cada um anda como quer, não me lixem. Isso é tudo muito bonito mas está para chegar a pessoa que me diga que adora de paixão andar a exibir os seus pêlos de cabeça levantada e orgulho. Portanto, let's be honest: a gigante percentagem de nós seria menina para dar um rim pelo extermínio definitivo dos pêlos que nos assombram por motivos vários, a saber:

1. São muitos - Muitos e estão espalhados pelo corpo todo. Podiam estar concentrados num só sítio, mas não. Tenho uma inveja desgraçada, daquelas invejas pouco saudáveis, das pessoas que quase não têm pêlos. São raras, é verdade, mas existem. Sacanas das sortudas. 

2. Dificuldade na escolha do método - Ora , ora, ora. Este subtema dá pano para mangas. Cera dói como o raio, principalmente em alguns sítios. É preciso coragem. E alguns euros na carteira caso opte por uma esteticista. Lâmina só funciona nas primeiras horas, e é vê-los crescer que nem loucos pouco tempo depois da depilação. Já para não falar dos cortes. E da pouca paciência para examinar se sobrou algum maldito. E não arranca o pêlo, apenas o corta. Temos ainda aqueles cremes manhosos que queimam o pêlo. E a pele. E não são grande coisa. E duram pouco. Depois há a máquina de depilação. Nunca experimentei mas ouvi dizer que também dói e que também não tem grande durabilidade. 

3. Tempo de crescimento - Usem que método for, eles voltam a crescer. É absolutamente fatídico, está pré-destinado. Eles voltam! E depois há sempre o tão habitual problema: não estão muito grandes, mas já voltaram. No entanto não estão suficientemente grandes para ir à depilação. Mas queria ir à praia e eles já se notam. Bahhh, um inferno. 

4. Não são estéticos - Eu pelo menos não acho. Sei que já houve por aí uma grande corrente que apelava ao crescimento dos pêlos, mais um menos semelhante aquela campanha femininista que decidiu queimar soutiens apelando à igualdade entre géneros (wtf?). 

 

Enfim,podia continuar aqui a minha lista que acredito que pela hora de jantar terminaria de vos contar todos os meus motivos para declarar guerra aos pêlos. Mas como nem eu tenho o dia todo, nem vocês têm paciência inesgotável, vamos ao que interessa. Depilação a laser! Que tal? 

Já estive muito tentada a experimentar mas como não tenho tido tempo ( leia-se: €€€€€€€€ ) não tem dado. Há uns anos atrás era caríssimo. Pelo menos na altura em que andei a ver era. Agora parece que já não é bem assim. Várias bloggers da praça pública aqui da bloga têm aconselhado uma clínica mas como sei que muitas delas diriam maravilhas por meia dúzia de trocos, decidi pedir alguns conselhos a vocês, pessoas de bem com a vida e honestas, que sei que não me mentiam numa coisinha destas. 

Portanto, na minha mira está a clínica Ultimate Laser. Os preços não parecem ser absurdamente elevados, já ouvi falar várias vezes deles. Tem tudo para dar certo, não acham?

Se tiverem experiências contem-me! Demora muito tempo até dar cabo deles para todo o sempre? Sim, sei que depende de pessoa para pessoa mas, em média, é preciso andar a fazer sessões até aos 50 anos para que eles desapareçam para o mais infinito e mais além? E vão e não voltam mesmo? Ou os filhos da mãe têm tendência a voltar a dar de si? E dói? Não me escondam nada, que sou menina para fugir a sete pés de tudo o que envolva um grau acentuado de dor. 

Comentários que merecem resposta #3

Olá, minha boa gente.

Devo começar pelas cordialidades do costume, até porque este par de meses em que não meti cá os pés assim o exige. 

Espero portanto encontrar-vos a todos de boa saúde, felizes da vida porque já é primavera e alegres com a chegada do ansiado fim de semana. 

Parece estar tudo mais ou menos igual, pelo menos no que diz respeito ao movimento blogosférico que tão pouco tenho acompanhado. 

Hoje quis o universo que a minha hora de almoço fosse dedicada a espreitar este espaço que parece ter sido deixado ao abandono, ler os vossos comentários, espreitar um ou outro post de uma ou outra blogger e enfim, escrever-vos para vos falar qualquer coisinha. Vejo que continuam a frequentar o blogue, o que não deixa de ser positivo, vejo também que ontem alguém chegou aqui através da busca "quando se falha em tudo na vida". Espero que tenha encontrado resposta em algum dos meus posts pouco sérios e tão dedicados a dissertações quase ao nível do Gustavo Santos. 

Entre os milhares de comentários (cof cof cof) que tinha por aprovar, um deles destacou-se. Fez o meu coração fervilhar numa vontade imensa de lhe responder. Nos entretantos dei uma vista de olhos à minha caixa de email, sendo que também recebi algumas questões semelhantes, pelo que decidi tentar acalmar estas mentes saltitantes e responder na primeira pessoa. 

O nosso comentador (sim nosso, que sinto que já temos intimidade suficiente para isso) diz o seguinte:

" Mas para que raio queres o blog? Nao escreves um post à meses ! "

 

Há que admitir que é uma pergunta pertinente. Ignorando aquele erro ortográfico, poderia mesmo dizer que é uma pergunta, seguida de uma afirmação, que até faz algum sentido. 

(Momento em que quem não viu o erro na frase logo na primeira leitura pára TUDO o que está a fazer e entra aqui. Depois não digam que não sou vossa amiga.) 

 

Estava eu a dizer que a pessoa em questão tem razão. De facto não escrevo um post há mais de dois meses. Para ser absolutamente sincera, não tenho publicado nada porque não me tem apetecido. Sim, é chocante mas é verdade. Parece quase impossível alguém que tenha um blogue passar um longo tempo sem ter vontade de escrever uma palavra (pelo menos que fique pública aos olhos de todos) mas eu, completamente sem vergonha, admito. Pior do que não ter vontade de escrever é mesmo admiti-lo. Venham daí os chicotes, eu sei que parece quase impossível. Afinal de contas, quem tem um blogue até pode passar um tempinho sem o alimentar, mas pelo menos que diga que é porque esteve muito ocupada, que o gato esteve doente, que apanhou o marido na cama com outra ou então (esta é a melhor) que esteve envolvida em imensos projetos novos e que por isso não deu mesmo para escrever.

Enfim, eu confesso mesmo que não me tem apetecido. Por motivos vários, sobre os quais não vale a pena estar a falar agora. 

Respondendo à pergunta, afinal de contas era esse o objetivo desse post, até porque para quem não tinha vontade de escrever já me estou a alongar muito: quero o blogue porque é algo meu, um espaço onde já dediquei muito tempo, onde já escrevi sobre tanta coisa e onde gosto sempre de voltar. Sim, porque eu gosto mesmo disto. Parece que não, uma vez que pouco ou nada cá tenho vindo, mas gosto. Gosto de deixar a porta aberta e voltar quando me apetece. E por vezes apetece, não pensem que não. Posso voltar daqui a uma hora, ou então só daqui a alguns meses. Mas algum dia acabo sempre por voltar. Volto sempre aos sítios onde me sinto bem e quem diria que um espaço virtual me podia fazer sentir tão bem. Escrevo porque gosto e quando quero. Quando me dá na gana. 

Compreendo o sentimento de seguir um blogue e de um dia para o outro a pessoa deixar de postar. É uma chatice, é verdade. Mas acreditem que se viesse cá debitar meia dúzia de coisas só porque sim, só porque quero manter um ou outro seguidor, só porque parece mal que isto não tivesse algum movimento, não iria ser a mesma coisa. 

Esclarecimentos feitos, vou indo que já se faz tarde. Gostei desta visita, mais ou menos breve, mas certamente com retorno. 

Seja quando for, eu volto. Volto sempre. Mais não seja para vos informar que continuo por aqui, mais ou menos em silêncio, mas que continuo a acompanhar-vos dentro do possível.

Até já!